Neste silêncio que nos invade sinto-me serena e com uma tranquilidade fora do normal...
Ficaria assim para sempre se sempre fosse possível
Esqueço-me dos permanentes gritos e ralhastes ao Lourenço e vejo-o a dormir como bébé maior que é, e que ultimamente me esqueço...
O meu doce Xavier prova que veio amenizar o meu descritivo de maternidade....doce, de olhar meigo...suave no choro e adepto dos dias calmos....
Arrumei as tralhas das férias, os novos brinquedos, livros e jogos no quarto que hoje aloja dois e deparo-me com um postal vazio, comprado para o registo de um ano passado há muito....
Quanto temos filhos, achamos que ficam pequenos para sempre, que os dias intermináveis, cansativos, sem sono, sem banho, sem tempo para nós nunca mais acabam, achamos fundamentalmente que conseguimos gravar as conquistas, os sorrisos e os abraços, mas tudo vai com o tempo que teima em avançar rápido demais
Ainda ontem era eu, e vejo-me hoje como o quarto elemento
Sim...quarto, porque quando somos mães tudo o resto e todos os outros vêm em primeiro lugar...
Por vontade, por necessidade, por dever de queremos provar acima de tudo a nós próprias que a casa só funciona conosco, que somos o motor da vida que nos circula....
Assustaram-me com os dois....
Não sei se por ingenuidade ou pela dificuldade do primeiro tudo aparenta ser mais fácil, e reconheço-me no papel que assumo e que tão difícil se apresentou com o Lourenço
Se me perguntarem o que sou, responderei sem hesitar que "sou Mãe"
Sou mãe dos meus meninos, sou mãe do meu marido, dos meus pais e irmãos, porque ser mãe é cuidar, e hoje mais do que nunca é nisso que me revejo, em cuidar e guardar tudo e fodos os que fazem esta máquina andar...
Meus queridos filhos, enquanto vos vejo tão tranquilamente a dormir, longe de todo o mal do mundo só peço que vos assista tanto e quanto eu puder....para que nada vos falhe, e mais importante que consigam sempre sentir este amor que pela vida, cansaço, rotina, pela assunção deste tudo é garantido, nem sempre vos consigo mostrar....
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